Coronavírus: Brasil tem a 4ª pior taxa de contágio na América do Sul, diz relatório do Imperial College de Londres | Coronavírus

Coronavírus: Brasil tem a 4ª pior taxa de contágio na América do Sul, diz relatório do Imperial College de Londres | Coronavírus

O Brasil tem a quarta pior taxa de contágio da América do Sul, segundo um levantamento divulgado nesta quarta-feira (22) pelo Imperial College de Londres. O estudo da universidade inglesa mostra que a pandemia do coronavírus avança lentamente no Brasil, com uma taxa (Rt) de 1,01.

O país empata com o Equador, onde a epidemia de Covid-19 cresce com o mesmo ritmo. Na região, apenas a Argentina e a Colômbia apresentam uma tendência mais acelerada de crescimento.

O relatório do Imperial College de Londres é atualizado semanalmente e analisou dados de 53 países com transmissão ativa do coronavírus. O levantamento consolidou os casos registrados até o dia 19 de julho, quando o mundo registrava mais de 14 milhões de casos e 597 mil mortos pela Covid-19.

Na região, apenas o Chile apresentou uma queda no número de novos casos da doença (identificado pela cor verde no mapa abaixo). O país teve, na última semana, um número Rt igual a 0,027. A tendência da Venezuela é apontada como “incerta” pelos pesquisadores.


Mapa mostra ritmo da pandemia de Covid-19 no mundo, segundo o Imperial College de Londres — Foto: Reprodução/Imperial College de Londres

Uruguai, Paraguai, Guiana e Suriname não foram analisados por não apresentarem surto ativo da doença.

O ritmo de contágio traduz em uma estimativa a quantidade de pessoas que cada pessoa doente pode infectar em um determinado intervalo de tempo.

  • O Rt é o número de novas infecções esperadas a cada em 8 dias para a Covid-19; ou seja, quando uma cidade tem Rt 2, a estimativa é que um infectado transmita doença para outras duas pessoas dentro desse prazo de 8 dias.
  • Esse valor muda conforme variáveis consideradas no modelo: uma delas é o tempo de circulação da doença: no início há mais chances de se infectar outras pessoas
  • O modelo matemático usado nos cálculos ainda leva em consideração variáveis como: a duração da infecciosidade (quanto maior o período em que alguém permanece doente, maior a chance de transmitir) a oportunidade (com quantas pessoas o infectado vai se relacionar no período) e probabilidade de transmissão, e a suscetibilidade do indivíduo

Mais de 2 milhões de casos

O Brasil tem 2.231.871 infectados e 82.890 mortes pelo o novo coronavírus, segundo o levantamento do consórcio de veículos de imprensa, formado por G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

No total, 12 estados apresentaram alta de mortes: PR, RS, SC, GO, MS, MT, AP, PA, RO, RR, TO e PB. Veja como o número de novas mortes tem variado nas últimas duas semanas:

  • Subindo: PR, RS, SC, GO, MS, MT, AP, PA, RO, RR, TO e PB
  • Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente: ES, MG, RJ, SP, DF, BA, MA, PE e SE
  • Em queda: AC, AM, AL, CE, PI e RN

Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás.


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