Irã dará ‘golpe recíproco’ contra EUA pela morte de Soleimani, diz aiatolá | Mundo

Irã dará ‘golpe recíproco’ contra EUA pela morte de Soleimani, diz aiatolá | Mundo

Khamenei deu a declaração durante encontro com o primeiro-ministro do Iraque, Mustafa al-Kadhimi, segundo o site oficial do aiatolá na internet.

De máscara, aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, se reúne com premiê do Iraque — Foto: Official Khamenei Website/Handout via Reuters

Em 3 de janeiro, um ataque de drones dos EUA no Iraque matou Soleimani, líder da Força Quds da Guarda Revolucionária. Washington acusou Soleimani de planejar ataques de milícias alinhadas ao Irã contra forças norte-americanas na região.

A declaração foi dada no dia seguinte ao anúncio da execução de um homem condenado por espionar as Forças Armadas em nome dos Estados Unidos e Israel e por ajudar a localizar Soleimani.


“A sentença de Mahmud Musavi Majd foi executada na segunda-feira de manhã por espionagem, para que o caso de traição a seu país fique encerrado para sempre”, disse o site oficial da Justiça iraniana, Mizan Online.

Qassem Soleimani era considerado o segundo homem mais poderoso do Irã

Qassem Soleimani era considerado o segundo homem mais poderoso do Irã

O bombardeiro que matou Soleimani aconteceu poucos dias após manifestantes invadirem a embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, entrando em confronto com as forças americanas do local. Na época, o presidente americano, Donald Trump, acusou o Irã de estar por trás dos ataques.

Washington utilizou um drone para atingiu Soleimani, que era apontado como o cérebro por trás da estratégia militar e geopolítica do Irã.

Pentágono culpou Soleimani por mortes de americanos no Oriente Médio e afirmou que o objetivo do ataque foi deter planos de futuras ações dos iranianos.

O Irã prometeu retaliação e a tensão entre os dois países provocou medo de que houvesse uma guerra.

O Irã atacou com 22 mísseis duas bases militares que abrigam forçar norte-americanas e iraquianas. O Irã ameaçou realizar ataques dentro dos Estados Unidos se os americanos revidassem a ofensiva.

Os organizadores de protestos que tomaram o sudoeste do Irã na semana passada foram detidos, anunciou a polícia iraniana na segunda-feira (20), de acordo com informações da agência oficial de notícias IRNA. O real número de presos e a identidade deles não foram revelados.

Os atos foram provocados pelo anúncio da alta significativa do preço da gasolina. No comunicado da polícia, afirma-se que os manifestantes usaram “o aumento de preços como desculpa”.

A polícia de Behbahan anunciou na última sexta-feira ter dispersado “com firmeza” a multidão que haviam protestado na véspera “contra as dificuldades econômicas”.

A epidemia do novo coronavírus no Irã exacerbou as dificuldades econômicas do país. Em março, o governo fechou temporariamente os estabelecimentos comerciais não essenciais e teve suas exportações reduzidas, o que causou uma forte desvalorização da moeda e aumento da inflação.


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