Cientistas desenvolvem exame de sangue capaz de detectar câncer precocemente | Ciência e Saúde

Cientistas desenvolvem exame de sangue capaz de detectar câncer precocemente | Ciência e Saúde

Pesquisadores da China e da Califórnia, nos Estados Unidos, desenvolveram um novo exame de sangue capaz de detectar 5 tipos de câncer de forma precoce, segundo pesquisa publicada nesta terça-feira (21).

O teste conseguiu detectar os cânceres colorretal, de estômago, esôfago, pulmões e fígado até 4 anos antes que métodos convencionais. Os resultados do estudo foram publicados na revista “Nature Communications”, do grupo “Nature”, um dos mais importantes do mundo.

Chamado de “PanSeer”, o teste conseguiu detectar câncer em 91% das pessoas que foram diagnosticadas com a doença de 1 a 4 anos depois de fazer o exame, mas ainda não tinham sintomas na época da coleta.

Além disso, o exame também encontrou a doença em 88% das pessoas que já tinham um diagnóstico de câncer na época do teste. O “PanSeer” foi capaz, ainda, de reconhecer amostras que não tinham a doença em 95% dos casos.

O teste foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Fudan, em Xangai, na China, da Universidade da Califórnia em San Diego e da Singlera Genomics, uma start-up em ambos os países que pertence a alguns dos cientistas e agora quer comercializar os testes. A empresa já vinha trabalhando, ao longo dos anos, em exames capazes de diagnosticar precocemente o câncer.

Os cientistas alertaram, entretanto, que o teste não funciona para prever quem terá ou não câncer. O exame provavelmente identifica quem já têm algum tipo de tumor, mas continua assintomático para os métodos de detecção atuais, e mais estudos são necessários para confirmar a capacidade do teste de detectar a doença nesses casos.

“O objetivo final seria realizar exames de sangue como esse rotineiramente durante check-ups anuais”, disse Kun Zhang, um dos autores do estudo e professor da Universidade da Califórnia em San Diego. “Mas o foco imediato é testar pessoas com maior risco, com base no histórico familiar, idade ou outros fatores de risco conhecidos”.

As amostras dos pacientes haviam sido coletadas como parte de um estudo maior, lançado pela Universidade Fudan. A pesquisa reuniu amostras de mais de 120 mil pessoas, coletadas ao longo de dez anos, entre 2007 e 2017, e os pacientes passaram por exames regulares.

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