Vacina chinesa para Covid-19 é segura e induz resposta imune, anunciam cientistas | Vacina

Vacina chinesa para Covid-19 é segura e induz resposta imune, anunciam cientistas | Vacina

Pesquisadores chineses anunciaram, nesta segunda-feira (20), que uma vacina para Covid-19 testada na China é segura e induziu resposta imune.

Um estudo com 1.077 adultos saudáveis indicou que os voluntários tiveram respostas imunológicas a anticorpos e células T até o dia 56 do estudo, que ainda está em andamento.

De acordo com o estudo feito com um subgrupo de 10 pessoas, as respostas poderão ser maiores após uma segunda dose da vacina.

O anúncio foi feito no mesmo dia em que a Universidade de Oxford, no Reino Unido, anunciou que a vacina testada pela instituição também é segura e também induziu resposta imune.


Comparada ao grupo controle (que recebeu uma vacina contra meningite), a vacina SARS-CoV-2 causou efeitos colaterais menores com mais frequência, mas alguns deles podem ser reduzidos com o uso de paracetamol. Não houve eventos adversos graves da vacina.

Com base em seus resultados, os autores afirmam que novos estudos clínicos, inclusive em idosos, devem ser realizados com esta vacina. Os resultados atuais concentram-se na resposta imune medida em laboratório e são necessários mais testes para confirmar se a vacina protege efetivamente contra infecções.

Mais de 160 vacinas contra Covid em testes

De acordo com a OMS, há 163 vacinas sendo testadas contra o coronavírus, sendo que 23 delas estão na fase clínica, que é o teste em humanos. Os números são do balanço da organização com dados até 14 de julho.

As etapas de produção de uma vacina envolvem 3 fases:

  • Fase 1: avaliação preliminar com poucos voluntários adultos monitorados de perto;
  • Fase 2: testes em centenas de participantes que indicam informações sobre doses e horários que serão usados na fase 3. Pacientes são escolhidos de forma randomizada (aleatória) e são bem controlados;
  • Fase 3: ensaio em larga escala (com milhares de indivíduos) que precisa fornecer uma avaliação definitiva da eficácia/segurança e prever eventos adversos; só então há um registro sanitário

Embora os estudos avancem em todo o planeta, o prazo de 12 a 18 meses para liberação é considerado um recorde. A vacina mais rápida já criada, a da caxumba, levou pelo menos quatro anos para ficar pronta.

Outra hipótese contra a qual todos os pesquisadores lutam é a de que uma vacina efetiva e segura nunca seja encontrada. O vírus do HIV, que causa a Aids, é conhecido há cerca de 30 anos, mas suas constantes mutações nunca permitiram uma vacina.


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Dum Leão

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