Israel decreta fechamento de lojas nos fins de semana e mais restrições após aumento nos casos de coronavírus | Mundo

Israel decreta fechamento de lojas nos fins de semana e mais restrições após aumento nos casos de coronavírus | Mundo

Um plano de novas restrições para combater o coronavírus foi aprovado pelo governo de Israel em uma reunião que avançou pela madrugada desta sexta-feira (17, horário local).

As ações foram menos restritivas que as inicialmente sugeridas pelo Ministério da Saúde, que chegou a propor um confinamento total nos finais de semana.

Desde o início da semana, 20 pessoas morreram no país, vítimas de Covid-19, sete apenas nesta quinta. Em apenas um dia, 1.939 novos casos da doença foram registrados.

Segundo o jornal israelense Haaretz, existem atualmente 24.596 casos ativos, com 543 pessoas hospitalizadas, sendo 203 em estado grave. Desde o início da epidemia, Israel soma 45.607 casos e 380 mortes.


Os pontos do plano israelense são os seguintes:

  • Lojas e academias deverão fechar a partir das 17 horas das sextas-feiras. Praias também serão fechadas aos finais de semana a partir do dia 24. Academias para treino de atletas profissionais poderão funcionar, assim como farmácias e supermercados;
  • Proibição de encontros de mais de 10 pessoas em locais fechados e 20 em locais abertos, com exceções abertas para grupos de trabalho e famílias;
  • Restaurantes poderão operar apenas em sistemas de delivery ou retirada;
  • Restaurantes em hotéis terão sua capacidade restrita a 35% de ocupação;
  • Shoppings, mercados, salões de beleza e barbeiros, bibliotecas, museus, piscinas e locais turísticos também serão fechados nos finais de semana;
  • Serviços públicos operarão com 50% de sua capacidade e terão atendimento presencial fechado ao público.

Artista realiza performance com fogo durante protesto em frente a residência oficial do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na quinta-feira (16) — Foto: AP Photo/Ariel Schalit

Nos últimos dias, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu tem sido alvo de protestos, inclusive com manifestações em frente sua residência oficial, contra as acusações de corrupção que ele enfrenta, mas também pela maneira como tem lidado com o combate à pandemia. Mesmo durante a reunião, enquanto as medidas eram discutidas, centenas de pessoas se manifestavam no local.

Na reunião desta quinta, ele defendeu a aplicação das novas medidas, afirmando que, sem elas, Israel chegaria a “1.600 pacientes graves em três semanas”.

Benny Gantz, primeiro-ministro rotativo de Israel, sugeriu ainda que fosse criado um confinamento noturno durante a semana, mas a medida não foi aprovada.


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