Cresce número de alunos entre 15 e 17 anos na Bahia

Cresce número de alunos entre 15 e 17 anos na Bahia

A Bahia registrou um aumento no número total de estudantes, entre 15 e 17 anos, segundo dados divulgados nesta quarta-feira, 15, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2019, 704 mil alunos nessa faixa etária frequentavam a escola, alta de 35 mil estudantes em relação a 2018. Segundo o IBGE, é o maior aumento absoluto entre os estados brasileiros.

Com a taxa bruta de escolarização em 89,9%, o estado ultrapassou a taxa média de frequência escolar de adolescentes do Brasil, que é de 89,2% e subiu seis posições no ranking nacional de escolarização no grupo etário de 15 a 17 anos. A Bahia saiu da 16º posição em 2018, para a 10ª no ano seguinte. Por outro lado, entre os 704 mil estudantes nessa faixa etária na Bahia, 256 mil ou 36,4% ainda não estavam no ensino médio, apontou o IBGE.

Segundo a supervisora de disseminação de informações do órgão, Mariana Viveiros, existem muitas iniciativas para a inclusão e manutenção dos adolescentes entre 15 e 17 anos na escola. “É virtualmente impossível apontar com exatidão o que levou ao aumento, mas certamente há um efeito de resposta a esse tipo de política”, contou.

Já na opinião da professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia (Faced/Ufba) Marise Carvalho, o aumento no número total de estudantes entre 15 e 17 anos frequentando a escola pode ter relação com a política de educação profissional. “O que eu penso que alterou bastante essa faixa etária foi a política de educação profissional. Esses estudantes estão recorrendo bastante ao ensino médio integrado. Os números podem estar relacionados também ao ensino fundamental, de jovens e adultos (EJA), além do próprio ensino médio”, pontuou Mariana.

Os números do IBGE indicam também que em 2019, enquanto cerca da metade dos rapazes entre 15 e 17 anos (49,2%) cursavam o ensino médio, o percentual entre as garotas na mesma faixa etária alcançou 65,7%. “Isso pode indicar uma tendência de exigência maior da escolaridade por parte das mulheres, que pode ser um fator cultural, de empoderamento e da emancipação feminina”, sinaliza Marise Carvalho.

A pesquisa ainda apontou que enquanto 69,1% dos estudantes que se declararam brancos estavam no ensino médio, a porcentagem dos que se identificaram como pretos ou pardos foi de 55,2%.

Adultos

Segundo o IBGE, metade dos adultos baianos ou 49,3% das pessoas de 25 anos ou mais, tinham só até o ensino fundamental incompleto, sendo que apenas um em cada 10 havia concluído a universidade, o que representa o terceiro menor percentual do Brasil, com 11,2%.

Entre os anos de 2016 e 2019, a média de anos de estudo no estado teve tímido avanço, de 7,7 para 8 anos, terceiro menor progresso do País. No entanto, mesmo entre os mais jovens, entre 18 e 29 anos, a média de permanência nas salas de aula fica em 10,5 anos, não atingindo o equivalente ao ensino médio completo, que se alcança com 11 anos de estudo.

No ano passado, um em cada quatro jovens de 15 a 29 anos na Bahia, ou seja 25,5%, não estudava nem tinha ocupação remunerada. Entre as adolescentes e mulheres, três em cada 10 (31%), na mesma faixa etária, estavam na mesma situação.

*Sob a supervisão do jornalista Luiz Lasserre




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