“Esta eleição vai ser difícil para vereadores”, diz especialista sobre fim das coligações políticas

“Esta eleição vai ser difícil para vereadores”, diz especialista sobre fim das coligações políticas

Em 2020 chega ao fim a coligação de partidos nas eleições proporcionais, utilizadas para a escolha de deputados federais, estaduais e vereadores. Com isso, cada partido deverá lançar sua própria chapa para estes cargos. Segundo o especialista em marketing político, Robson Wagner, em entrevista na manhã desta quinta-feira, 9, para o ‘Isso é Bahia’, na rádio A TARDE FM, esta mudança torna as eleição de 2020 como a “mais difícil para vereadores”.

Robson explica que agora cada vereador vai precisar pensar em sua campanha de forma majoritária. “Cada vereador precisa fazer uma campanha de gente grande agora. Não dá para ficar esperando que vai entrar voto de coligação porque não vai existir mais”, comenta.

“No passado, você juntava três ou quatro partidos e somava os votos deste partido, quem tivesse o maior número de votos acabava até se elegendo com menos voto do que um vereador do outro partido, que teve mais voto, mas não conseguiu fazer coeficiente eleitoral. Agora este método acabou”, completa o marqueteiro político.

Campanha digital

Com a pandemia do novo coronavírus, Robson Wagner acredita que as eleições de 2020 vão ser marcadas pelo fortalecimento dos meios digitais, sendo rádio, televisão e, principalmente, as redes sociais.

“Nas grandes cidades que têm programa de televisão, a TV vai continuar sendo o grande veículo. Isso porque você consegue passar o recado de forma mais arrumada e mais clara, além disso a televisão tem um encantamento que supera os outros veículos”, diz o especialista.

“O rádio é o mais íntimo dos meios. A pessoa está fazendo comida, lavando roupa, no carro, tudo isso ouvindo rádio. Ainda é possível chegar no eleitor pelo rádio”, completa.

Sobre as redes sociais, Robson diz que vai ser um dos meios mais importantes para eleger o candidato, mas que não deve ser utilizado como única forma de divulgação.

“As redes são muito importantes, mas eu sou daqueles que não acreditam que você vai fazer uma campanha apenas sentado na frente do computador e postando material o tempo todo. Até porque vai chegar uma hora que vai acontecer uma saturação. Plataformas como Facebook e outras vão oferecer ao leitor a opção de receber ou não material promocional de campanha política”, explica.

Robson também acredita que vai ser possível fazer algumas campanhas tradicionais, mesmo com a pandemia, porém de forma equilibrada.

“Não quer dizer que não vai ter movimento de rua, vai ter agora com muito cuidado. Não quer dizer que não vai ter distribuição de santinho, vai ter também, mas com muito cuidado”, sugere o especialista.

Por fim, Robson deixa um recado para os políticos: “Quem planeja tem futuro e quem não planeja tem destino. A palavra de ordem é planejamento”.




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