Repórter do Portal A Tarde, Ashley Malia, recebe Prêmio Maria Felipa

Repórter do Portal A Tarde, Ashley Malia, recebe Prêmio Maria Felipa

O Prêmio Maria Felipa chega a sua 11ª edição no dia 25 de julho, quando é comemorado o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha, e entre as premiadas está a repórter do Portal A TARDE, Ashley Malia, que, há alguns anos, vem realizando um trabalho voltado para o diálogo com jovens negras. A premiação tem o objetivo de valorizar o trabalho realizado por mulheres negras latino-americanas que se destacam em diferentes segmentos na luta contra o racismo e pela conquista de direitos.

O evento é realizado pela vereadora Ireuda Silva (Republicanos), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara de Salvador. Para Ashley, o Prêmio Maria Felipa vai muito além de uma homenagem. “É um reconhecimento a toda potência que essas mulheres têm para a Bahia e o Brasil. São mulheres negras com diferentes histórias e vivências, mas que carregam consigo a força da ancestralidade de outras mulheres pretas que vieram antes de nós. É um prêmio que entende a nossa pluralidade e, por isso, homenageia mulheres de diferentes áreas de trabalho, com diversas histórias. O Prêmio Maria Felipa tem justamente essa importância, de potencializar ainda mais as nossas vozes”, diz a repórter.

Maria Felipa de Oliveira foi uma marisqueira e pescadora que viveu na Ilha de Itaparica e, assim como Joana Angélica e Maria Quitéria, lutou pela Independência da Bahia. Comandou um grupo de mais de 200 pessoas, em 1823, em reação ao ataque das tropas portuguesas.

A jornalista conta que ficou surpresa ao saber que faria parte da premiação esse ano. “Me considero ainda engatinhando, não só no jornalismo, por ser muito nova na profissão, como também nas discussões raciais. Acho que minha autoafirmação enquanto mulher negra veio tardia, faz mais ou menos uns cinco anos que entendi de fato quem eu era na sociedade, e tem uns quatro anos que passei a discutir sobre isso. Me inspiro e admiro muitas mulheres negras que fazem história há muito tempo, por isso me sinto ainda em processo de aprendizado, então foi bem surreal saber que receberia o prêmio”, comenta.

Jornalista conta que ficou surpresa ao saber que faria parte da premiação esse ano
Jornalista conta que ficou surpresa ao saber que faria parte da premiação esse ano

“Sei que existem muitas meninas pretas que são jovens, como eu, e que se inspiram no que eu faço, então pra mim é uma grande honra representar com esse prêmio e abrir caminhos para que mais mulheres jovens como eu sejam reconhecidas e deem importância ao próprio trabalho”, acrescentou ela. Ashley conta ainda que a homenagem trouxe motivação e muita força de vontade para continuar fazendo o seu trabalho.

Além de ser formada em jornalismo, Ashley Malia também produz conteúdo para internet há quase 10 anos. “Entendo a internet como uma extensão da sociedade e sempre tive muito cuidado e responsabilidade com o que eu passaria aos meus seguidores, sempre busquei tornar as minhas redes sociais um espaço que fosse de construção de diálogos e vivências”, explica.

Ela também não deixa de citar a influência dos mais velhos no trabalho que vem construindo ao longo desses anos. “Me formei em jornalismo com o pensamento de atuar na profissão junto com a força do antirracismo, porque acredito que transformando a mídia em um espaço menos racista é que conseguimos fazer com que o imaginário social sobre corpos negros se modifique. Claro que isso é feito junto com outras mulheres e homens negros que atuam na área de comunicação e jornalismo, tudo isso eu não aprendi sozinha e me sinto grata por tudo o que os mais velhos me ensinaram”, conclui.

Mais detalhes sobre a premiação serão divulgados em breve.




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