População baiana deve contar com aplicativo 190 para registro de ocorrências

População baiana deve contar com aplicativo 190 para registro de ocorrências

A Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) deve lançar, neste mês de julho, o aplicativo 190 para registro de ocorrências, evitando, assim, a exposição e o deslocamento da vítima a uma delegacia. A novidade foi anunciada pelo secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, durante entrevista ao programa Isso é Bahia, na Rádio A TARDE FM, na manhã desta quarta-feira, 8.

“A ferramenta está fase final de elaboração. Vamos liberar para as mulheres vítimas de violência a possibilidade de acionar, pelo aplicativo de celular, a polícia, driblando, de certa forma, a ligação para 190”, afirmou o secretário, que anunciou, ainda, a ampliação da Delegacia Digital, que já está disponível para registro de alguns delitos, inclusive para mulheres vítimas de violência, exceto para os casos de violência física e sexual.

De acordo com dados da SSP-BA, divulgados nesta terça-feira, 7, os feminicídios (crimes praticados contra a mulher pelo simpels fato de ela ser mulher) no mês de junho deste ano apresentaram redução de 60% na Bahia: foram seis casos no último mês contra 15 contabilizados em maio. A Região Metropolitana de Salvador (RMS), formada por 13 cidades, não teve qualquer registro. Na capital baiana, foram duas mortes em junho, contra três no mês anterior. Já nas cidades do interior, foram quatro casos contra 12 em maio.

Crime organizado

Para o secretário, o aumento de homicídios no início deste ano “atípico” se deu em função da reorganização das facções criminosas, quando muitos presos foram soltos e, em liberdade, tentaram retomar o ponto de droga. “A partir dos meses de maio e junho, depois da atuação muito forte da polícia em cima de líderes do tráfico em determinadas localidades, a gente conseguiu apresentar importantes reduções”, avaliou.

Maurício Barbosa comentou que o combate ao tráfico depende de outros fatores, que não somente da ação policial. “Se dependesse somente da ação da polícia, a gente já teria uma grande vantagem em cima da criminalidade. A gente lida com inúmeros fatores, a exemplo de processos judiciais, decisões, ações de criminalidade que, às vezes, se apresentam de uma forma em determinado momento”.

Governo Federal

O secretário aproveitou a oportunidade para criticar o Governo Federal, que tomou pra si a responsabilidades pelos dados positivos de redução dos índices de crimes violentos contra a vida. “A gente cobrou participação mais efetiva do Governo Federal. Os estados investem com recurso próprio. Isso foi colocado, de certa forma, como uma vitória do Governo de Bolsonaro. A gente não concordou com isso”, explicou.

E concluiu: “A Polícia Federal exerce papel importante nas ações de segurança pública, mas políticas de segurança púbica a gente ainda deixa muito a desejar. Não há estratégia de segurança. Se a segurança pública é prioridade, ela tem que ter uma política nacional, estruturante e principalmente recursos para serem disponibilizados aos estados”.




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