“A mulher no poder é uma evolução constante”, diz CEO da EDUCARE, Ana Castro

“A mulher no poder é uma evolução constante”, diz CEO da EDUCARE, Ana Castro

Nos últimos tempos, a temática da liderança feminina vem ganhando mais espaço entre os debates sociais. As mulheres se encontram cada vez mais organizadas para evidenciar seus respectivos potenciais de liderança, inteligência emocional e outras características que mostram o quanto o preconceito em relação à participação feminina nos espaços de poder não faz nenhum sentido.

Com mediação de Jefferson Beltrão, “Liderança feminina” foi tema do bate-papo desta quarta-feira, 1º, no YouTube do Grupo A TARDE, e contou com a participação de Maiza Neville, Sócia-Fundadora da Damicos Consultoria; Ana Claudia de Oliveira, Vice Presidente de Relações Humanas da Continental Industria Automotiva (VP de RH da Continental); Ana Castro, CEO da EDUCARE; e Marla Cruz, Diretora-Médica do Grupo Dasa na Bahia.

“O poder é masculino e branco, e eu contradigo o poder por ser negra e mulher. Quando essa mulher chega no poder, a gente tem a consciência de que é preciso se desenvolver e desenvolver o outro”, afirmou Ana Castro, lembrando que no passado as mulheres estavam focadas em atividades do lar, como cuidar dos filhos e da casa, por isso, a mulher já é líder por si só.

Durante o bate-papo, Maiza Neville pontuou que a liderança é uma competência e, assim como outras, deve ser trabalhada e desenvolvida. Segundo ela, a mulher já traz naturalmente um potencial para desenvolver a liderança. Isso por conta da própria história, cultura e elementos que vão favorecer a mulher para que tenha uma facilidade natural para liderar. Maiza lembrou que em um ambiente que precisa de pessoas e resultados, trabalho em equipe, diversidade, deve-se apoiar as pessoas para que se desenvolvam no ambiente corporativo e, acima de tudo, a mulher deve ter um propósito claro frente à posição do mercado e à vida.

“Ela terá uma melhor performance para atuar como líder. Muitas pessoas têm essas características, mas devem ser trabalhadas. É um processo contínuo de busca, realização, mudanças de comportamento… Para que esta transformação venha em prol de uma qualidade de vida”, indicou Maiza.

Para Marla Cruz, existem áreas que estão “fora da curva” em relação à participação de mulheres. Ou seja, em determinadas áreas as mulheres estão mais presentes, que é o caso da área de saúde. A diretora-médica do Grupo Dasa na Bahia contou que a mulher sempre teve o papel de cuidar do outro, porém é necessário que as empresas exercitem o olhar, não só para a participação de mulheres, como também a de pessoas negras e LGBTQIA+. “Para que a sociedade mude, é preciso exigir que as empresas tenham esse perfil”, pontuou.

Se manter no mercado de trabalho assumindo uma posição de liderança é motivo para a criação de estratégias, não só para acessar certos espaços, mas também para manter-se lá e sobrevivendo. Em suas falas, as convidadas enfatizaram o quanto a liderança é uma prática que se desenvolve e se apropria, o que indica que tanto homens quanto mulheres precisam exercitar esse lado para que sejam bons gestores.

Em sua fala, Ana Castro revisitou o passado para lembrar que a primeira onda de mulheres a travar uma luta para vencer a vida pública e profissional como líderes se sentiram compelidas a alimentar o comportamento masculino, reforçando o preconceito ao esconder o lado feminino. Já em uma segunda onda, as mulheres perceberam que alguns atributos femininos não constituem defeitos e sim qualidades, o que fez com que muitas mulheres se empoderassem.

“Há 20 anos eu fiz um mestrado em Administração, falando sobre executivas em cena e nos bastidores. Eu falei de quatro mulheres executivas do mundo bancário, onde elas viviam as dores e delícias daquela posição enquanto mulheres. Uma delas disse que fazia questão de andar sempre de cabelo curto e usar terninho para imitar o modelo masculino e ser aceita no ambiente de trabalho”, contou Ana Castro, dizendo que a mulher também contou que costumava ir no banheiro chorar quando sentia uma emoção muito forte e precisou abrir mão de ser mãe.

A gravidez também foi um ponto citado, já que é um dos grandes motivos para que exista o preconceito contra a mulher nos espaços de poder e liderança. As convidadas enfatizaram que a mulher precisa se atentar a mais de um ponto na própria vida, já que existe a vida profissional, mas junto a isso existem também questões familiares e afetivas.

Elas lembraram que há anos a realidade era de precisar estar provando as próprias competências a todo instante e se esforçando duas ou três vezes mais do que os homens para que as suas habilidades sejam reconhecidas, inclusive no âmbito salarial, já que até hoje existem casos de empresas que pagam um salário menor às mulheres, mesmo que estejam cumprindo a mesma função de um homem que recebe mais.

Para a mulher, conforme pontuou Ana Castro, estar no poder é uma evolução constante, pois a empresa que está aberta a uma liderança feminina tem qualidades como capacidade de coordenação, inteligência emocional, criatividade e, acima de tudo, diversidade.




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