Assassinato de Paulo Colombiano e Catarina Galindo completa dez anos

Assassinato de Paulo Colombiano e Catarina Galindo completa dez anos

O assassinato do casal Paulo Colombiano e Catarina Galindo, ocorrido em Salvador, completou dez anos nesta segunda-feira, 29. Os acusados de serem os mandantes do crime continuam em liberdade.

Paulo Colombiano era diretor-tesoureiro do Sindicato dos Rodoviários e foi morto após uma investigação interna relacionada a irregularidades no pagamento dos gastos com plano de saúde.

Cinco pessoas respondem ao processo relacionado ao crime. Sendo dois deles os donos da Mastermed, empresa que prestava serviço de plano de saúde ao sindicato, Claudomiro e Cássio Santana. Os outros três seriam funcionários da empresa, identificados como Edilson Duarte de Araújo, Adailton de Jesus e Wagner Luiz Lopes. Todos foram presos em 2012, mas saíram da prisão cerca de 20 dias depois.

>> Sindicalista é assassinado junto com a mulher em Brotas

Em nota divulgada neste domingo, 28, familiares do casal classificam a Justiça brasileira de “elitista, seletiva e estruturalmente lenta” e dizem não estranhar “o fato de dois homens brancos e ricos terem mandado matar duas pessoas negras e estarem livres por tempo indeterminado”.

“Se fosse o contrário, dois negros terem planejado executar dois brancos ricos, certamente eles seriam jogados imediatamente numa penitenciária, com a hipótese não rara de nem haver a abertura correta de um processo judicial, com a decretação de prisão preventiva interminável, por exemplo”, dizem os familiares de Paulo Colombiano e Catarina Galindo.

A família também alega que o fato de Claudomiro Santana ser oficial aposentado da Polícia Militar seria um fator que facilitaria a impunidade e demora de resolução do caso.

“Passados dez anos do crime sem que os acusados compareçam a um júri popular, chega a ser vergonhosa e revoltante a constatação de que a impunidade reina. É mais revoltante ainda saber que, no estágio em que se encontra o processo – e com todas as próximas manobras de procrastinação que virão da defesa -, os criminosos ainda vão curtir a boa vida de endinheirados por muito tempo, sem que sejam efetivamente julgados e condenados”, afirmam em nota.

Entenda o caso

Paulo Colombiano era funcionário do Sindicato dos Rodoviários da Bahia e responsável financeiro da instituição que, na época, tinha mais de 14 mil associados, 80 diretores e 52 funcionários. A folha de arrecadação do sindicato era de R$ 5 milhões por ano através das mensalidades dos sócios.

Durante investigação do caso, a Polícia Civil informou que a Mastermed, desde 2005, recebeu R$ 106 milhões do sindicato. Ao desconfiar do pagamento de cerca de R$ 35 milhões da verba só com taxas administrativas, Colombiano teria encontrado dívidas junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e Receita Federal. Além disso, ele também diminuiu despesas da diretoria do sindicato.

Após a descoberta, Colombiano e a esposa foram atingidos por tiros no bairro de Brotas, em Salvador, na noite de 29 de junho de 2010. Segundo a polícia, dois homens numa moto teriam interceptado o veículo modelo Kia/Sportage conduzido pelo sindicalista ao passar por um quebra-molas e disparado à queima-roupa. O carro parou cerca de 50 metros após o quebra-molas, onde foi encontrado um projétil, que, conforme a perícia, era de pistola .40. O crime  foi por volta das 19h20. As vítimas morreram no local.




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