Parlamentares baianos e secretário comemoram saída de Weintraub

Parlamentares baianos e secretário comemoram saída de Weintraub

O anúncio da saída de Abraham Weintraub do Ministério da Educação (MEC), anunciada por ele em vídeo ao lado do presidente Jair Bolsonaro e publicados nas redes sociais, foi comemorada por parlamentares baianos e pelo secretário estadual da Educação, Jerônimo Rodrigues. A possibilidade de Weintraub atuar no Banco Mundial, como uma forma de saída honrosa do governo, também foi bastante criticada.

Numa rede social, o senador Jaques Wagner (PT) sugeriu ao Banco Mundial que não integre Weintraub aos seus quadros de funcionários. “Já vai tarde. E espero que o Banco Mundial não se preste ao papel de se tornar depósito de acusados por atos de racismo, preconceitos e autoritarismo”, afirmou.

Para a deputada federal Lídice da Mata (PSB), a saída do ministro da Educação deve ser comemorada, “mesmo parecendo uma cortina de fumaça para encobrir à prisão de Queiroz”. Lídice afirmou que à frente da pasta Weintraub se comportava de forma “desrespeitosa” e com “total desprezo à educação”.

“Era um desqualificado, total. Fazer uma manifestação como aquela, chamando os ministros do STF de vagabundos… Não tenho esperança nesta substituição, não creio que um educador sério vá querer se aproximar do governo, alguém que vá debater o desafio educacional neste país; Será uma solução doméstica, voltada a atender o Olavo de Carvalho”, lamentou a parlamentar do PSB.

O secretário da Educação do Estado da Bahia, Jerônimo Rodrigues, criticou a atuação de Weintraub à frente do Ministério da Educação. “A gestão do MEC vinha sendo marcada por retrocessos na Educação e pela instabilidade na pasta, que vai agora para o terceiro ministro, em menos de dois anos. O regime de colaboração com os estados foi enormemente prejudicado”, afirmou.

Em um ato final no ministério, Abraham Weintraub revogou a norma que estabelecia um sistema de cota de para negros, indígenas e pessoas com deficiência em cursos de pós-graduação de Universidades Pública no país, ato criticado por Jerônimo. O secretário de Educação da Bahia espera que o próximo ministro “respeite a Constituição, a LDB e se dedique aos desafios e às pautas prioritárias da Educação no nosso país”.

Já o deputado federal Félix Mendonça avalia como patética a cena da saída de Abraham Weintraub do MEC. “A Gente fica surpreso com o que acontece no Brasil. O presidente da República estava visivelmente incomodado por estar ali, ouvindo ele falar que estava saindo, que temia pela segurança de sua cachorra, a Capitu. Deve ter sido uma exigência do próprio ministro da Educação para fazer o presidente passar por um papel daquele, em episódio que eu classifico como a despedida de Capitu”, ironizou Mendonça.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ), ironizou, durante coletiva à imprensa na noite desta quinta, a possibilidade de Weintraub ir para o Banco Mundial.

“Porque não sabem que ele trabalhou no Banco Votorantim, que quebrou em 2009 e ele (Weintraub) era um dos economistas do banco”, ironizou Rodrigo Maia, cobrando a escolha de um ministro comprometido com a Educação.




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