Grupo invade hospital no Rio e gera confusão

Grupo invade hospital no Rio e gera confusão

Um grupo provocou tumulto no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, referência no tratamento da Covid-19 no Rio de Janeiro, na manhã de sexta-feira, 12. Segundo a prefeitura carioca, a confusão foi causada por cinco pessoas de uma mesma família depois da morte de uma mulher de 56 anos, vítima da doença, no local.

Segundo a prefeitura, a mulher era parente dos envolvidos no tumulto, e o grupo quebrou placas de sinalização e causou danos ao hospital.

Ainda de acordo com a prefeitura, guardas municipais, vigilantes e outros funcionários do Ronaldo Gazolla ajudaram a contornar a situação. Uma mulher envolvida no tumulto precisou ser medicada para se acalmar. A prefeitura informou que ninguém morreu durante o tumulto.

“Eles entraram de maneira muito agressiva, abrindo portas, xingando funcionários, assustaram pacientes. Os médicos ficaram numa situação de total exposição. Com o discurso do presidente, de que é pra dar qualquer jeito para entrar em hospital, infelizmente a tendência é que as pessoas se sintam cada vez mais autorizadas a desrespeitar as normas. Nós estamos ali cuidando das pessoas, sobrecarregados e somos vítimas disso tudo”, desabafou Alex Telles, médico da unidade e presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro.

O Consórcio dos Governadores do Nordeste emitiu uma nota sobre o ocorrido e criticou a postura do presidente Jair Bolsonaro e o acusou de incentivar a população a tomar atitudes inconsequentes, como a registrada no Rio de Janeiro. “No último episódio, que choca a todos, o presidente da República usa as redes sociais para incentivar as pessoas a invadirem hospitais, indo de encontro a todos os protocolos médicos, desrespeitando profissionais e colocando a vida das pessoas em risco, principalmente aquelas que estão internadas nessas unidades de saúde”, diz trecho da nota.

Balanço do dia

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil registrou ontem mais 25.982 casos do novo coronavírus e 909 novas mortes. Com a atualização, o país soma agora, ao todo, 828.810 casos confirmados da doença, e 41.828 mortes foram registradas. Os casos recuperados somam 365.063.

São Paulo segue como epicentro da Covid-19 no Brasil e soma 167,9 mil casos confirmados e 10.368 óbitos, seguida por Rio de Janeiro (7.417 mortes), Ceará (4.788) e Pará (4.132).

Nova plataforma

O Ministério da Saúde disponibilizou ontem nova página para acompanhamento dos casos do novo coronavírus em todo o país. Em destaque, está o número de casos de pacientes recuperados e daqueles que estão em acompanhamento, além de gráficos que mostram a evolução de óbitos diários pela doença.

Pela nova plataforma, o usuário tem acesso ao número de habitantes no país e ao número de mortes a cada 100 mil pessoas, fatores que são levados em conta pra avaliar o grau de contágio.




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